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Dicas

Filmes e séries Audiodescritos que chegarão ao nosso catálogo nessa semana, de 23 a 29 de Fevereiro

Sempre a partir das 8 da manhã, um conteúdo audiodescrito entra em nosso catálogo
Pode ser um filme, uma série, uma novela, bom, nunca se sabe!

Mais aqui, você ficará sabendo em primeira mão tudo que entra em nosso catálogo nessa semana.


Como destaque nós temos a 1ª Temporada de Spectros", série sobrenatural brasileira passada na Liberdade

O documentário real e assustador Bandidos na tv
E os filmes:
Ela
Música da alma
e
Mogli - O Menino Lobo

  • Domingo, 23 de Fevereiro - Série Spectros 1ª Temporada

    Uma coisa é certa de se afirmar: o ano de 2020 começou recheado de novidades com audiodescrição no catálogo do Cegos Brasil.
    Entretanto, isso é apenas o começo dos lançamentos envolvendo as séries que ganharão novas temporadas ao longo dos próximos meses e os novos grandes filmes que devem chegar por aqui!

    E entre eles, o mais recente lançamento trata-se da série de Terror brasileira Produzida pela Netflix, Spectros.

    Ambientada na Liberdade, bairro japonês de São Paulo, um grupo de adolescentes é arrastado para uma realidade alternativa, conectada a fatos ocorridos no mesmo local da cidade em 1858.

    A partir de então, sem entender direito o que está acontecendo, o grupo enfrenta eventos cada vez mais bizarros e sinistros. Aparentemente, uma força do mal está trazendo os mortos de volta, e os espíritos querem vingança pelos erros do passado.

    O que podemos falar sobre a série?
    Bom, Spectros é uma mistura incrível do folclore brasileiro e a História, com elementos dos contos de fantasmas japoneses mais assustadores que encontramos, representada pelas ruas coloridas da Liberdade e vista pelos olhos de adolescentes. Uau!

    O ator Danilo Mesquita (Segundo Sol) é o protagonista da série, que por sua vez ainda conta com  Enzo Barone (A Voz do Silêncio, Amigo de Aluguel) e os estreantes Claudia Okuno, Pedro Carvalho e Mariana Sena em seu elenco.

    Apesar de ser filmada no Brasil, a produção da série Spectros também conta com alguns nomes internacionais envolvido em seu desenvolvimento.
    O principal deles é Douglas Petrie , roteirista, diretor e produtor norte-americano conhecido por trabalhar em projetos como Os Defensores, American Horror Story: Coven e Demolidor.  Ainda assim, vale destacar que o mesmo trabalhou em parceria com a renomada produtora brasileira Moonshot Pictures no desenvolvimento dos oito episódios do programa.

  • Domingo, 23 de Fevereiro - Filme Uma quase dupla

    A imagem que se tem da comédia nacional hoje não é das mais positivas. Associa-se ao gênero narrativas não muito inovadoras e performances bastante exageradas e nem sempre engraçadas. Mas, aos poucos esse estigma começa a se desfazer com o lançamento de novas produções, como Uma Quase Dupla , que consegue atingir todos os públicos, sem precisar abrir mão da sua personalidade.

    No longa, Tatá Werneck vive Keyla, uma detetive prática e bem-sucedida do Rio de Janeiro que é enviada para o pequeno município de Joinlândia com a missão de resolver um assassinato bizarro. Lá, ela tem que trabalhar com Cláudio, o policial inexperiente interpretado por Cauã Reymond , que prefere sempre acreditar no lado bom das pessoas. Essas diferentes abordagens criam divergências entre os personagens, mas eles precisam deixá-las de lado se quiserem encerrar o caso.

    Mesclando o humor físico e o sarcasmo, Uma Quase Dupla constrói situações realmente engraçadas, mas sem perder de vista para onde a história está caminhando. Ainda que recorra a um ou outro recurso já esgotado do gênero, o filme traz uma sensação de frescor não somente pela preocupação estética e com o enredo, mas principalmente porque não tem receio de ser idiota. E o melhor: não deixa nem um pouco óbvio quem é o assassino.

  • segunda, 24 de Fevereiro - filme Cirque Du Freak  O Aprendiz de Vampiro

    Esse filme é baseada na série popular de livros de Darren Shan, publicados no Brasil pela Editora Rocco.
    O jovem ator oriundo da TV, Chris Massoglia que iniciou a carreira em Law & Order: Criminal Intent, quando ainda adotava o nome artístico Chris Kelly e depois atuou em poucos longas protagoniza como Darren, adolescente que leva uma vida certinha para corresponder às expectativas dos pais exigentes e caretas.
    Certo dia, ele e o melhor amigo decidem visitar um Circo de Horrores que aportou na cidade. Entre as figuras esquisitas estão dois vampiros (John C. Reilly e Willem Dafoe) do bem, que há séculos evitam uma guerra com outra espécie, maligna, de sanguessugas. Acontece que Darren acaba virando objeto de desejo entre essas duas tribos vampirescas. Transformado e treinado pelo vampiro interpretado por Reilly, terá que enfrentar o antigo amigo, que também foi transformado, tentar salvar sua família e evitar a guerra entre os dentuços.

  • Terça, 25 de Fevereiro - Filme Música da Alma

    Esse É um filme australiano lançado em 2012 que não teve muito destaque na divulgação no Netflix, eu mesmo nunca havia ouvido falar dele, mas a sinopse me chamou atenção pois sixties + soul + girl group é comigo mesmo. É uma mistura de Dream Girls com The Commitments então quem é fã de filmes de música tem tudo pra gostar.
    [thesapphires-poster] O longa mostra a história, inspirada em fatos reais -, de um girl group formado por aborígenes nos anos 60 que deixou a Austrália para fazer shows para as tropas norte-americanas no Vietnã. The Sapphires joga luz em um povo cuja história nós brasileiros pouco conhecemos, a dos aborígenes, que vivem uma situação muito parecida com a dos índios brasileiros. O roteiro toca na ferida da chamada geração roubada como são chamadas as vítimas de uma política governamental de aculturação forçada de aborígenes que começou com o século XX e continuou até a década de 60.
    Tidos oficialmente como parte da fauna e flora da Austrália até não muito tempo atrás, somente a partir de 1967 os aborígenes foram considerados cidadãos australianos. Depois de ter terem quase sido dizimados com o respaldo de leis pavorosas, os poucos que restaram sofrem muito preconceito na sociedade local até hoje e lutam por maior representatividade na política, na mídia e na cultura.
    Isso é bem alcançado em The Sapphires pois o diretor, Wayne Blair, é de origem aborígene. O roteiro é de Keith Thompson e Tony Briggs, autor do musical de teatro de 2004 que inspirou o filme. Tony é filho de uma das Sapphires originais. As Sapphires são representadas por atrizes dessa etnia: Deborah Mailman (Gail), Miranda Tapsell (Cynthia), Shari Sebbens (Kay) e Jessica Mauboy (Julie), que além de atriz é uma popstar surgida no Australian Idol. Os resultados do longa foram ótimos: o longa foi ovacionado por 10 minutos no Festival de Cannes em 2012 e tornou-se um dos filmes de maior bilheteria na Austrália na época.
    O sucesso do filme atraiu o interesse pelas Sapphires reais. Na verdade somente duas, as irmãs Lois Peeler e Laurel Robinson, foram ao Vietnã. Suas duas primas, Beverley Briggs e Naomi Mayers, permaneceram na Austrália. Todas estão vivas e atuantes nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente batalham para recuperar parte de sua história musical .
    Não deixe  Música da Alma/The Sapphires  passar batido por você na imensidão de títulos de filmes audiodescritos no Cegos Brasil. É um filme que certamente vai fazer seu dia mais feliz. ;-)

  • Quarta, 26 de Fevereiro - filme Mogli - O Menino Lobo

    Ao mesmo tempo em que Mogli - O Menino  Lobo  ( The Jungle Book , 2016) é um típico filme da Disney com alto índice de fofura, potencializado pela concentrações de filhotes e pequenos animais criados em computação gráfica, a nova adaptação ao cinema do clássico livro de  Rudyard Kipling não se furta a lidar com o senso de perigo e o potencial de violência da vida na selva.
    Nesse sentido, é um longa que se filia à tradição das melhores animações da chamada era de ouro da Disney, dos anos 1940 a 1950, como Dumbo e Cinderela , que misturavam encantamento com o pavor do isolamento e da perseguição. Dominar seus medos é um mote frequente não só da Disney dessa época mas dos contos de fada e das fábulas em geral, e ao revisitar a história de Mogli, meio século depois da animação de 1967, a última produzida antes da morte de Walt Disney, o diretor Jon Favreau tem o bom senso de preservar esse tema central.
    Na trama, o órfão Mogli é criado por lobos em uma selva localizada na região da Índia, depois de ter sido salvo da morte pela pantera Bagheera. Quando o tigre Shere Khan descobre que o humano vive entre os animais, dá um ultimato à alcateia: se os lobos não se livrarem de Mogli - que está fadado a crescer e se tornar um predador como todo humano, defende o vilanesco e rancoroso tigre - Shere Khan promete impor sua vontade pela força.

  • Quinta, 27 de Fevereiro - filme Ela

    Em A Vida Secreta de Walter Mitty , o protagonista interpretado por Ben Stiller tem uma paixão platônica por uma companheira de trabalho, mas decide uma aproximação menos direta, utilizando um serviço online de encontros. Ele passa, então, a viver aventuras sem fim, com a finalidade única de ter um perfil capaz de impressionar sua Julieta. O cenário criado por Spike Jonze em Ela ( Her , 2013) é diferente: e se existisse um mundo em que você não precisasse fazer tudo isso para conquistar sua cara-metade? E se tudo o que bastasse fosse criar alguém que te entenda do jeito que você é, vá aprendendo dia após dia como te fazer feliz e a ser feliz também?

    O roteiro de Jonze mostra Theodore, um escritor deprimido ( Joaquin Phoenix ), ainda dolorido com a separação daquela que ele julgava ser a mulher de sua vida ( Rooney Mara ). Infeliz com tudo ao seu redor, ele acaba equipando seu computador com um novo sistema operacional, que possui uma inteligência artificial que aprende e evolui baseado nas respostas que recebe, as intonações de voz, os suspiros e tudo mais. Detalhe, o tal computador que ele liga diretamente no fone de ouvido se chama Samantha e tem a voz rouca de Scarlett Johansson , que fica sussurrando palavras ao seu ouvido. Bastam algumas atualizações para que Theodore volte a sorrir e esteja completamente apaixonado.
    Ela recebeu cinco indicações ao Oscar 2014 - Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original (" The Moon Song ", de Karen O) e Melhor Design de Produção. Joaquin Phoenix, com seu bigode, óculos e insinuante nariz, parece aquelas máscaras de criança, mas sua atuação é impecável. Se Sandra Bullock foi indicada por Gravidade em um papel em que basicamente reage à voz de George Clooney, Phoenix poderia muito bem estar entre os cinco da categoria de Melhor Ator. E não foi exagerada também a campanha que o estúdio fez para que Scarlett conseguisse também uma vaga no prêmio da Academia de Artes de Hollywood. Sem aparecer em cena é possível "ver" o poder de sua atuação como a temida máquina que pensa e sente.
    O roteiro vai mostrando - e questionando - o que é um relacionamento. Theodore poderia mesmo estar apaixonado por um sistema operacional? E quanto à paixão demonstrada pela máquina, existe algo de real ali ou tudo não passa de uma programação avançada? Vale aqui o exercício: poderiam os responsáveis pelo tal sistema operacional inteligente ter criado algo realmente emotivo ou será que eles apenas montaram scripts que ensinem ao computador a aceitar os defeitos de seus usuários e aceitá-los como eles são, criando assim um mundo perfeito? Aliás - última questão - é realmente perfeito o mundo em que a pessoa que você mais confia e gosta concorda com tudo o que você faz?
    Disfarçado como um romance futurista, Ela vai enchendo a tela de questionamentos contemporâneos. Alternam-se nos importantíssimos cada minuto do filme risos que vêm da graça e outros que vêm do constrangimento, da verdade que aquela situação estranha pode acontecer a qualquer momento com você aqui e agora, e não apenas naquela Los Angeles cheia de prédios. Afinal, apesar de toda a cara de ficção científica que Jonze deu ao filme, trata-se de mais uma história sobre relações e uma discussão sobre o que é real e o que é virtual neste mundo digital em que as interações acontecem cada vez mais através da tecnologia?

  • Sexta, 28 de Fevereiro - filme Arcanjo Renegado (Compilado dos 2 primeiros episódios da série)

    Com uma evolução curiosa ao longo de sua primeira temporada, Arcanjo Renegado é a mais nova série do Globoplay que aborda tópicos conhecidos do público brasileiro, e exibe suas referências de maneira construtiva, mesmo que certas mudanças em sua proposta possam acabar limitando seu impacto geral.

    Assistindo aos primeiros episódios de Arcanjo Renegado , seria impossível não se lembrar de Tropa de Elite, de José Padilha, aliás, o filme está disponível com audiodescrição aqui no portal, Mais, continuando, não da para deixar de notar as semelhanças e divergências entre ambas as produções seria, até mesmo, contra-produtivo para analisarmos o contexto em que nova série se encaixa, dentro do cenário nacional atual. O filme de Padilha se propõe a discutir temas difíceis e delicados sobre aspectos da corrupção sistemática do nosso país, sob a perspectiva de um capitão do BOPE, mas o que realmente acabou chamando a atenção de um enorme público, era a maneira violenta como a história era retratada sem muitas restrições.

    No começo de Arcanjo Renegado , esta mesma questão merece ser avaliada. Mikhael ( Marcello Mello Jr ., em uma ótima performance) e sua equipe sobem o morro durante uma operação, com as sequências buscando gerar a mesma tensão e emoção que o público espera deste tipo de trama, hoje em dia. Ao mesmo tempo, intercala-se a ação empolgante com apontamentos sobre a corrupção e o tão falado sistema que envolve esta dinâmica das favelas do Rio de Janeiro, onde a polícia e o tráfico protagonizam histórias como esta recorrentemente.

    Esse filme é a exibição dos 2 episódios da série com audiodescrição que foi exibido na tela quente da rede globo.

    A série está disponível em nosso site na página de séries e seriados, infelizmente sem audiodescrição.

    Mais, para quem quer acompanhar a série, vale apena assistir esse filme e depois seguir acompanhando a série aqui mesmo no portal.

  • Sexta, 28 de Fevereiro - Série Bandidos na tv 1ª Temporada

    Caso real que parece absurdo.
    Em poucas palavras, é o que podemos falar do documentário bandidos na tv.

    Programas de sensacionalismo são comuns no Brasil.
    Assassinatos, tráfico de drogas, sequestros, estupros, entre outros crimes, revoltam a qualquer um, não há dúvidas.
    Mas, além de provocar a ira da população, desperta a curiosidade de formas que só a psicologia pode explicar.
    Misturando a raiva e a curiosidade ao medo, programas de televisão que mostram a justiça sendo feita atraem a atenção do povo, que passa a ter um sentimento de esperança e do fim da impunidade.

    E foi exatamente esse cenário que fez o programa Canal Livre e seu apresentador, Wallace Souza, se tornarem extremamente populares em Manaus nos anos 1990 e 2000.
    As manchetes sobre a produção, assim como acontecia com o programa Canal Livre , despertou os maiores instintos de curiosidade de quem as liam.
    Títulos que não precisam nem da leitura da matéria para que despertem a vontade de assistir.

    Pois bem, a série estreou na Netflix e logo o caso voltou a virar assunto na mídia. A produção recebeu o nome de Bandidos na TV ( Killer Ratings na versão estrangeira) e conta a história de Francisco Wallace Cavalcante de Souza, conhecido na mídia somente como Wallace Souza. Ele tinha apenas uma motivação: combater o crime em Manaus, capital do Amazonas. Para isso, começou a comandar o programa Canal Livre .

    No estúdio, Wallace gostava de dizer o quanto odiava bandido, que a única solução para eles era o caixão, exatamente com essas palavras. Seus repórteres recebiam denúncias e iam rapidamente para locais onde aconteciam crimes, na maioria das vezes como causa do tráfico de drogas, que era muito forte na região. Pessoas recém-baleadas no chão, dentro de carro, em matagais. O programa não hesitava em mostrar essas imagens gráficas para todo mundo assistir.
    O apresentador comemorava, dizia estar satisfeito com a sua missão de acabar com a bandidagem no seu estado, mesmo que fosse de forma sanguinária. Na plateia, pessoas que se sentiam ameaçadas e com medo de serem vítimas de traficantes idolatravam Wallace e o agradeciam pelo seu trabalho.
    Ascenção e queda
    Esta é a premissa da série documental dirigida por Daniel Bogado para a Netflix. A produção mostra todos os passos que levaram Wallace Souza a passar de apresentador de TV para deputado estadual, atingindo recordes de votação. Ele, que já era um herói, passou a ser praticamente um deus.

    Mas, quanto mais visibilidade se tem, mais notícias, especulações e acusações começam a surgir para uma pessoa pública, principalmente quando se está envolvida com política. Através de uma denúncia anônima, a polícia de Manaus chega até Moacir Jorge Pereira, mais conhecido como "Moa", um ex-policial militar envolvido com o tráfico que acabou denunciando o apresentador e deputado como mandante de uma quadrilha extremamente perigosa. E é assim que começa o fim de Wallace Souza. []
    A série documental conta com sete episódios com cerca de 45 minutos cada, e não há nenhum momento sequer em que o espectador não é pego de surpresa. Quando parece que a situação finalmente seria resolvida e Wallace seria pego ou absolvido, uma nova denúncia, um novo depoimento, uma nova mentira, uma nova morte, uma informação desmentida acontece.
    Em meio a depoimentos atuais e antigos, feitos durante toda a investigação do caso e para a série, é possível entender o quão perigoso era o envolvimento com a situação e o quão complicado foi acompanhar tudo o que acontecia. O problema ia muito além do "matar por audiência". Família, políticos, população e amigos se misturam ao longo dos episódios com sentimentos de tristeza, impunidade, medo e vitória.

    Cassação e derrota
    Um dos momentos mais marcantes de toda a série documental é quando o mandato de Wallace é cassado. Eleito pela terceira vez, o apresentador não pode concluir o seu trabalho após ter sido expulso do cargo em meio a tantas acusações.
    Wallace resistia. Continuou sua vida normal como político e apresentador e em nenhum momento parecia que ia desistir, tanto que não o fez. Com a cassação, perdeu seu foro privilegiado e passaria a ser investigado como uma pessoa comum, e ainda teve prisão decretada. Seria o fim de uma era de fama, sucesso e idolatria para um sujeito sendo o que sempre condenou publicamente: um bandido.
    Wallace Souza sofria de ascite, doença que foi agravada com as acusações e o mandado de prisão. Em julho de 2010, acabou falecendo após uma parada cardíaca e as investigações contra ele foram suspensas. Apesar de a verdade ter ido para o caixão com Wallace, outras pessoas continuaram sendo investigadas e cumprindo pena, como seu filho Raphael, que foi preso após a polícia encontrar provas de que ele fazia parte da quadrilha.

    Hoje, cumprindo pena em regime aberto, Raphael diz ainda ter a esperança de provar que seu pai não era culpado dos crimes que era acusado. Além do filho, seus irmãos Fausto e Carlos Souza, que também faziam parte do Canal Livre , foram condenados por formação de quadrilha.
    Gil da Esfiha
    Quando Bandidos na TV foi anunciada pela Netflix, logo vieram os comentários perguntando se apareceria Gil da Esfiha, um vendedor de esfihas que ficava no palco do programa com sua bacia cheia de salgados.

    Anos depois de suas aparições no programa, Gil virou meme por um dia ter brigado com a pessoa que controlava o fantoche do Canal Livre , o Galerito. E, sim, o momento está presente na série logo no seu início, porque simplesmente não teria como encaixar uma parte engraçada e tão característica do programa depois de todas as denúncias, crimes e casos que começam a aparecer no decorrer da história.

    Repercussão nacional e internacional
    O caso Wallace tomou repercussão nacional e internacional após virar reportagem no Fantástico . A partir dali, a reputação do apresentador e deputado foi por ladeira abaixo. Em quase sete minutos de matéria, o programa descreveu todos os detalhes dos crimes e acusações, chocando todo o Brasil.

    Após a repercussão da reportagem, logo a história virou notícia mundial em portais como o britânico The Guardian, o espanhol El País, The Chosun, da Coreia do Sul, além da BBC, CNN, ABC, entre outros.
    Opiniões divididas
    Enquanto para alguns Wallace é, de fato, culpado, para outros ele foi vítima de perseguição política e é inocente de todas as acusações. Bandidos na TV não diz que é um, nem outro, mas mostra ambos os lados e os deixam abertos para que o espectador crie suas próprias opiniões, tire a sua própria conclusão.
    Não só a família de Wallace, como pessoas que trabalhavam com ele no Canal Livre acreditam em sua inocência, como é o caso da produtora Vanessa Lima, que foi acusada de participar do esquema de tráfico de drogas. Ela ficou dois anos presa, mas sempre acreditou na inocência do ex-chefe.

    Bandidos na TV chega a forçar um suspense na apresentação dos fatos, seguindo o mesmo ritmo de programas de sensacionalismo. Por isso, pode parecer desnecessário ou arrastado para alguns, mas não há como negar que prende a atenção e alimenta a curiosidade que citamos no início deste texto.

  • Sábado, 29 de Fevereiro - Filme Vermelho Brasil

    Esse é aquele Novelão sobre o nascimento do Rio de Janeiro, inspirado em fatos históricos.
    Pelo filme se conclui que, caso o Brasil tivesse sido colonizado pelos franceses, hoje estaríamos todos falando inglês.

    Em meados de 1550, o francês Nicolas Durand de Villegaignon lidera uma expedição ao sul.
    Chega ao Brasil determinado a exterminar os índios, expulsar os portugueses e transformar a colônia em França Antártica.
    Com a Baía de Guanabara tomada, nasce o Rio de Janeiro e tem início a sangrenta disputa pela terra do Pau-Brasil.